Pipoca, Refrigerante e… Joystick na mão! #14 Final Fantasy: The Spirits Within
Hoje nas sombras de Advent Children (2005), Final Fantasy: The Spirits Within veio carregado de expectativa na época de lançamento, mas até hoje é questionado se correspondeu às expectativas e suportou a responsabilidade do nome que carrega.
Final Fantasy: The Spirits Within (2001)
O problema é o nome…
Co-produção Japão/ Estados Unidos, dirigido e escrito pelo mesmo escritor de Final Fantasy VII e diretor de Final Fantasy V. Lançado em 2001 carregado por um hype imenso junto com o lançamento do também muito esperado Final Fantasy X. Inclusive a publicidade dos dois constantemente se misturava criando uma expectativa errada.
De imediato invadimos o imaginário de nossa protagonista e somos inseridos em um dos sonhos/pesadelos que a atormentam há certo tempo. Tormentos que ela faz questão de guardar porque podem vir a ajudar a pequena missão que ela mesmo anuncia no começo do filme: Salvar o planeta Terra.
Para concluir sua humilde missão ela precisa juntar os oitos espectros que juntos podem anular o poder da raça que vem tomando conta do planeta e obrigando as pessoas a viver isoladas e em constante medo.
Ela contará com a ajuda dos “Deep Eyes” liderado por Grey Edwards (Alec Baldwin) e de seu mentor Dr. Sid (Donald Sutherland)
O filme tem muitos méritos técnicos, não apenas é o primeiro filme que tentou fazer personagens foto-realistas na técnica 3D como também é um dos que melhor fez até hoje. Também é memorável o uso da captura de movimento, quase imperceptível no filme podendo se jurar que na verdade todos os movimentos foram animados e não capturados. Há exemplos de filme um tanto atuais que não usam bem essa técnica, esse filme usa da maneira adequada, sem atuações exageradas dos atores. Lembrando que a produção desse filme começou por volta de 1997 – 1998.
Apenas no parâmetro visual do 3D esse filme já se destaca englobando a fotografia e a direção de arte.
A direção de arte que mistura um mundo caótico, árido, mas extremamente tecnológico e funcional. E a fotografia escura, mas iluminada constantemente por pequenos focos de luz de diferentes cores.
Fugindo da técnica, Spirits Within também tem méritos em outros pontos. O filme tem certa liberdade para proporcionar sequências interessantes, destaque para os sonhos de Aki que introduzem ao contexto do filme e ainda são interessantes visualmente misturando a perspectiva do sonho com a perspectiva da realidade.
Uma coisa que me incomodou bastante foi a voz de Alec Baldwin como coadjuvante e líder do grupo “Deep Eyes”. Tenho todo respeito que Alec pode receber, mas a voz dele não encaixa em um jovem líder de um grupo de soldados, mesmo ele sendo bom ator. A voz interfere obviamente tanto quanto a aparência quando se trata de estereótipo. Em muitos momentos a voz não passa nenhuma segurança e imponência.
Se tratando das atuações nas dublagens a maioria é um tanto decepcionante, mas o casal principal foi mais. A Ming-Na não teve um bom desempenho, apesar de que pelo menos a voz dela encaixa na personagem.
Mas vamos ao que interessa: Quais semelhanças esse filme tem com a série Final Fantasy?
Esse filme em muitos parâmetros traz coisas nunca vista nos jogos até hoje e principalmente na época que saiu. Esses monstros espectros que vem de outro planeta acredito que nunca apareceram nos jogos e esse visual tecnológico, por mais que seja interessante, não predomina nas temáticas do Final Fantasy.
Os personagens, quando se trata de função narrativa e características, eles têm muitas coisas em comum com alguns personagens da série, mas visualmente eles são muito diferentes o que acredito que afastou os fãs na época.
Faltam referências fan-service nesse filme. Gravemente. O máximo que há é um personagem chamado Sid e o Planeta Terra pode ser chamado também de Gaia, mas fora isso não há nada. Cadê os moogles? Bahamut descendo dos céus? Cadê?
Coisas desse tipo colocam a dúvida na cabeça do fã: Tá, o filme é bom, mas devia carregar esse título? Final Fantasy, mesmo?
Revendo achei um filme muito interessante, vale a pena mesmo, mas é forçado a trazer nas costas uma responsabilidade desnecessária de levar o nome Final Fantasy ou tentou-se fazer algo que ficou imperceptível, afinal, o que tem de Final Fantasy nesse filme? O maior problema desse filme é o nome…












Cara, faz um tempo que vi esse filme e achei bacana na época, mas é exatamente o que eu penso: que o errado é o nome do filme.
Se fosse apenas The Spirits Within estaria ótimo, mas ai meterem Final Fantasy no nome e cagaram tudo.
Concordo chapa.
Se não fosse o título NÍNGUEM iria ver esse filme, ia ser mais uma animação em cg encostada nas lojas… na época que saiu o dvd, estava 10 pilas nas Americanas, dvd duplo !!!
Final Fantasy devia continuar nos games e olhe lá… Advent Children também não é lá essas coisas heheheh
Eu achei o filme uma meeeeeerda a primeira vez que vi e desde então nunca mais revi. Lembro que terminei e fiquei com cara de "e….?". Vendo o trailer me lembra um "Alien – O oitavo passageiro" com aliens espirituais…vai entender!
Qualquer dia revejo pra ver se melhora ou piora!
Alien com aliens espírtos foi demais hahahaha
É verdade, não confiem muito em trailers….
Realmente, Salvi: O filme não tem NADA de Final Fantasy a não ser o nome. Quem sabe com um pouco mais de FanService, teria tido um sucesso maior? Mesmo assim, é um filme lindo tecnicamente, lembro que sairam reportagens até na midia convencional (Jornal Hoje, Fantastico, etc) sobre a animação, detalhando sobre quantos fios de cabelo a personagem principal teria.
Exatamente, cara. Até aqui no Brasil houve uma certa publicidade sem contar a publicidade espontânea, e se pensarmos na época quando foi feito e depois lançado é realmente impressionante tecnicamente. Cara e acredito que sim, com mais Fanservice esse filme teria criado mais divulgação boca a boca com os fãs.
Cara que trauma que foi assistir esse filme…me fizeram pensar que seria um FF movie…mas não tinha NADA a ver…viajada total da Square.
é o filme é bem pra divertir mesmo. pois conseguir reproduzir o q tinha no jogo não dava,pois os efeitos especiais de dez anos atras não eram tão bons,por isso ficou desse jeito. vi esse filme na tv acabo quase joguei final fantasy por causa do filme ma quando vi q o jogo era inteiro no single player na epoca desanimei.
Rapaz, isso, pra mim, é puro Final Fantasy: "(…)mistura um mundo caótico, árido, mas extremamente tecnológico e funcional." Aliás, não só Final Fantasy, mas esse tipo de mistura entre elementos rústicos e tecnologicos é marca registrada de grande parte dos RPGs.
Nunca vi esse filme, mas tive um professor de educação artística no colégio que adorava (e acreditem, o cara era muito chato/exigente pro lado de filme), chegou até a exibir um trecho na sala. Vou garimpar alguma versão em HD assim que possível.
Não concordo chapa Peron, vou dar pequenos exemplos apesar que Final Fantasy é muito vasto e não conheço muito: Final fantasy VII é tecnólogico, caótico e nada funcional, Final Fantasy VIII é extremamente tecnológico e isso em um mundo um tanto utópico. Final fantasy 9 nada tecnológico, usa recursos muito próximos do Steampunk. Mesmo não sendo os únicos Final Fantasy que existem são os mais próximos do lançamento do filme e não tem nada a ver com esse. Concordo com quem diz que foi o começo da Squere propor coisas diferentes para os seus Rpgs, mas parou nesse mesmo filme, é só ver os últimos jogos e ver que se passam em um mundo que mistura magia e tecnologia, nada do antigo Cyberpunk Final Fantasy VII.
Disse tudo chapa Salvi. Esse filme não tem absolutamente nada a ver com o universo fantasioso dos FFs mais antigos ele claramete estava na onda do FFVII e VIII, mas mesmo assim ainda destoou muito. Como o Fuuka falou acima, teria mais chance de sucesso se não usasse o nome FF no título. Por ser tão ousado e diferente é mais fácil agradar quem não conhece a série e assiste casualmente. É um filme Sci-fi regular e só.
Eu adoro este filme. Acho que ele foi muito injustiçado, pois, a meu ver, o Sakaguchi quis tentar propor algo diferente para a série, em um tipo de mídia diferente. Mas aí virou modinha malhar o filme mesmo sem ter assistido. Sim, porque alguns nerds que se masturbavam pensando em chocobos na época ficaram putinhos porque o filme não tinha personagens com olhos grandes ou coisa assim.
Na minha opinião, é um esforço de produção foda. Além das vozes famosas, a trilha sonora é de Elliot Goldenthal, que depois ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original no filme Frida. Não esqueçamos também que o curta que abre o Animatrix, "Final Flight of the Osiris", foi produzido na Square Studios, graças a este filme.
Até pra propor algo novo o cara deveria ter pensado em pegar leve. Uma série tão famosa precisaria de um cuidado maior. Toda a discussão nem é tanto da qualidade do filme, mas da sua total falta de relação com os jogos…acho que isso é o que pesou mais nas críticas!
Achei o final chato =/. Mas a ideia é essa mesmo. Quem assisti esse filme, se conhece ou já ouviu sobre Final Fantasy, se decepciona com força.
Mesmo achando que Advent Children é ainda menos filme que isso ai, mas conseguiu atender a expectativa dos fãs com fan service.
Excelente review do Alex Salvi. Acho que de fato o problema foi carregar o nome Final Fantasy e não se estabelecer no mesmo mundo dos games, pois essencialmente quem foi assistir esse filme é quem já conhecia os games. Apesar de ter um nível técnico excelente poderia se chamar apenas "The Spirits Within" e o filme teria menos rejeição, na minha opinião.