Checkpoint #14 – Special Ultimate Gold Edition
Virou chavão reclamar do vários relançamentos de jogos da CAPCOM e de sua postura mercenária, mas aonde está o real problema por trás de tantas edições especiais?
Só pra começar devemos lembrar que a prática de relançar jogos em versões especiais, cheias de novidades, com conteúdo extra e tudo mais que tem direito, não é recente. Os relançamentos sempre ocorreram e se dividem basicamente em dois tipos:
1º Relançamento de jogos antigos para outras plataformas, na maioria das vezes plataformas mais potentes, com melhorias gráficas, sonoras e adição de conteúdo extra.
2º Relançamento de jogos recentes para a mesma plataforma, com conteúdo extra e correções em relação a versão original. Normalmente lançado pouco tempo após a versão original
A frustração e raiva de muitos jogadores vêm justamente do abuso do segundo tipo. Jogos estão sendo modificados e relançados muitas vezes em poucos anos (às vezes meses), gerando desconfiança do jogador na hora de decidir qual jogo comprar. E é justamente nesse contexto que a Capcom tem se destacado.
Como dito no início, a prática não é recente, um dos exemplos mais memoráveis é Street Fighter II, lançado em 1991 para arcade. O jogo de luta dispensa apresentações, mas o número de reedições é admirável. Confira no replay:
Street Fighter II: World Warrior (1991) > Champion Edition (1992) > Turbo: Hyper Fighting (1992) > The New Challengers (1993) > Turbo (1994) > Turbo Revival (2001) > The Anniversary Edition (2003) > Turbo: HD Remix (2008)
O mais famoso jogo de luta da Capcom teve até hoje OITO versões oficiais, sem contar conversões diretas para quase uma dezena de consoles desde então. É uma média de um nova edição a cada dois anos nos últimos 20 anos!
O discurso sempre foi o mesmo: melhorias, aprimoramento e refinamento do jogo. No início todo mundo sempre aceitou e continuou comprando versão após versão. Por que será então que de uma hora pra outra isso virou um problema?
PAGUE UM, LEVE MEIO
A vinte anos atrás os videogames ainda eram uma plataforma nova, que aos poucos se popularizava, a visão crítica dos jogadores não era tão exigente e a oferta e acesso a bons jogos não era tão simples como hoje em dia, em que basta uma conexão rápida e em alguns minutos você possui acesso ao jogo que quiser, sem sair de casa nem pagar um centavo. Os tempos eram outros, então era muito mais fácil aceitar uma nova versão de um jogo que você sabia que era bom, do que arriscar em alugar ou comprar algo desconhecido.
Durante a geração Playstation, as versões especiais permaneceram existindo, mas o principal meio de lucro fácil com uma franquia passou a ser a produzindo de spin-offs ou sequências preguiçosas, a série Megaman que o diga, mas foi um pouco depois dessa época que a indústria de games começou a perceber que mais simples que produzir uma sequência de um jogo de sucesso, era relançar o mesmo jogo com alguma coisa a mais e pronto!
Se nos primeiros vinte anos, Street Fighter II teve 8 versões, quantas teriam Street Fighter IV, lançado em 2008?
Street Fighter IV: Vanilla (2008) > Super (2010) > Arcade Edition (2011) > 3D Edition (2011) > Volt: Battle Protocol (2011)
Em 4 anos, 5 versões. Em média, quase 1 jogo por ano, ou seja, o tempo passou e pouca coisa mudou, seja reaproveitando a ideia em outras plataformas (como o 3D Edition para 3DS e Volt para iOS) ou só incrementando algo já lançado, é evidente que a maneira fácil de lucrar permanece praticamente a mesma.
Para não ficar só em Street Fighter, podemos pegar outros exemplos, não tão exagerados, mas igualmente canalhas.
Devil May Cry 3 (2005) > Special Edition (2006)
Resident Evil 5 (2009) > Gold Edition (2010)
Marvel vs Capcom 3 (Fev. 2011) > Ultimate Edition (Nov. 2011)
O tempo passou, a visão dos jogadores e suas exigências se sofisticaram, o acesso a informação está mais fácil do que nunca, entretanto as práticas de lucro fácil pouco caminharam.
Sinceramente, não vejo problema em vender conteúdo adicional embutido no disco do jogo por exemplo, desde que esse conteúdo seja, no sentido pleno da palavra, um conteúdo EXTRA, não fragmentos do jogo original. A frustração máxima é perceber que um jogo não foi entregue por completo, com a intenção de lucrar em suas partes já prontas no futuro.
ALTA DEFINIÇÃO

A evolução dos sistemas também foi usada sem dó como pretexto de “novas versões”. Com o aumento de definição de imagem e popularização de televisores com telas cada vez maiores, o recurso de relançar um jogo antigo em sua “versão HD” tomou força.
Pode ser um jogo do Playstation 1, de Nintendo 64, do Dreamcast, do Xbox ou do Playstation 2, tanto faz, todo e qualquer jogo que provou um pouco do sucesso em gerações passadas está na mira de ser refeito em HD. Nessa maneira ainda mais preguiçosa, nem é preciso se dar ao trabalho de desenvolver conteúdo extra, basta aplicar diversos filtros, refinar os gráficos aqui e ali e pronto! Mais dinheiro, mesmo jogo.
A CULPA É MINHA?
Muitos ficaram em dúvida se comprariam o recente Street Fighter vs Tekken ou aguardariam a versão futura, melhorada e recheada de extras, outros tantos ignoram tudo isso e compram quantas vezes for necessário o que lhes é empurrado goela abaixo.
No final das contas, o que muitos jogadores acabam esquecendo é que a meta da Capcom, assim como qualquer outra empresa, seja de videogames ou não, é gerar lucro. Dizer que empresa A ou B é mercenária é partir da lógica romântica de que elas querem só a diversão do jogador, o desenvolvimento da arte, a felicidade de todos e só por fim, algum dinheirinho em troca. Não é bem assim.
Se um determinado público comprou a ideia do Steam, a tendência é que o serviço mantenha seu comportamento de preços baixos, sistema amigável e rede com facilidades e promoções constantes, por outro lado se as pessoas reclamam, mas no final das contas sempre acabam comprando as edições extras da Capcom, é óbvio que elas continuarão saindo e que a empresa não hesitará em executar práticas consideradas (o chavão da vez) “caça-niquéis”, até o dia que elas pararem de dar dinheiro. Quer você ache justo ou não, são só negócios!














Excelente Post Diego.
Hoje os jogos são vendidos fragmentados com as DLCs, mas mesmo assim eu prefiro isso à política da cRapcom. Quanto a este pedaço do post : "Dizer que empresa A ou B é mercenária é partir da lógica romântica de que elas querem só a diversão do jogador, o desenvolvimento da arte, a felicidade de todos e só por fim, algum dinheirinho em troca. " – Me lembrei de um amigo que disse: " A microsoft entrou no mundo dos video games apenas pelo dinheiro!" . Como assim? Nintendo e Sony fazem games sem se preocupar com dinheiro?? lol.
Pois é chapa.Os "istas" olham as suas marcas favoritas como um torcedor fanático por futebol olha para seu time "de coração". Não percebem que as empresas não são ongs com objetivo de trazer alegria e diversão aos gamers e sim, retorno para os acionistas.^^
Excelente chapa. Muito bom ver um texto com uma visão racional e fria sobre um tema tão discutido sobre RAGE hoej em dia.^^
Realmente, a galera começou a invocar com a Capcom nessa geração, mas ela está fazendo exatamente a mesma coisa que a 20 anos atrás. Lembro que as revistas de games pagavam pau pra cada nova versão de SF2 e todas vendiam a rodo mesmo sendo apenas uma versão "ajustada" da versão anterior.Sendo que a galera jogava como se fosse uma experiência totalmente nova. (seria a inocência?) Se a galera compra, porque a empresa não lançaria?
O problema é que a qualidade dos games da Capcom no geral é muito boa e suas franquias mais "sugadas" como SF e derivados, e Resident Evil tem personagens tão carismáticos que os fãs reclamam mas compram e muito. Pra fazer ela mudar teria de haver um boicote generalizado, coisa que dificilm,ente vai acontecer então…
Ouvir dizer num fórum que SFxTekken não vendeu bem nos EUA, possivelmente boicotado. Mas essa informação carece de fontes =P
Pode até vender menos mas duvido que chegue a dar prejuizo ainda mais com tantas análises favoráveis. Fazer o que, é a CAPCOM man.Se tivesse grana sustentava o mercenarismo dela com alegria!hehe
Eu também sustentaria, comprei até aquele – Capcom – The Mercenaries do 3DS.
Sério man?The mercenáries foi um caça-níqueis cara-de-pau. Mas seria compra certa pra mim se tivesse um 3DS tbm^^ (possível sarcarsmo ignorado pela minha fanboyzisse^^)
Obrigado pelos comentários elogiosos pessoal! É realmente muito engraçada a visão dos "istas" em relação a suas empresas preferidas!
Criticas direcionadas às empresas sempre tem e sempre terão.
isso deeesde o final fantasy VII ter saido para o psone ao inves do n64 atéeeee o fim dos tempos!
CAPCOM é aquela mulher (ou homem, no caso das meninas) que tu sabe que não presta mas tu não consegue larguar.
Rapaz, na minha época de SNES eu não fazia idéia de que existiam tantas versões de SF2. Sabia que tinham versões diferentes, mas, como eu não comprava cartucho, pegava a primeira versão que via disponível na locadora. Como você não podia jogar online na época, não vejo problema.
O grande problema do 4 pro Super é o lance da compatibilidade online e por você não poder fazer o upgrade via DLC. É BALELA essa conversa de que seriam muitas modificações pra um pacote de DLC. O mesmo se aplica a Marvel VS Capcom 3, tô esperando o anuncio oficial da versão Ultimate 3X pra poder comprar.
Só discordo sobre RE5: acho válida a edição Gold. Os extras são REALMENTE EXTRAS. E você pode ter a versão normal mais todo o conteúdo da Gold via DLC, que não é caro (só não estou certo quanto à compatibilidade online). O novo Mortal Kombat e sua versão Komplete é outro bom exemplo: só baixando os pacotes de compatibilidade você pode jogar com a versão simples contra alguém com a versão Complete. Sem pagar nada!
Pra finalizar: eu sei que é capitalismo e tal… mas tem uma galera que abusa! Porra, acho que eles seriam mais bem vistos e teriam até mais lucro se de oferecessem um desconto pra as pessoas que tivessem as versões ultrapassadas desses jogos. Isso tanto pra esses jogos da Capcom como esses que saem anualmente. É questão de inteligência. Toda empresa é "mercenária", mas não quer dizer que precisam ser filhas da puta!
[]'s
É, a Capcom explora mesmo, principalmente quando se trata de suas fanquias mais famosas.
Agora, nem tudo é tão ruim assim. Dentre essas versões todas de SF 4 mesmo. Comprei recentemente a versão PC do SF 4 original no xogo.com (por 8,90) e até hoje ainda encontro gente jogando online nesta versão mesmo. O mesmo acontece com Re5, que comprei junto e tbm não tenho muitas dificuldades de encontrar alguém prum coop. (se bem que RE5 só tem uma versão pra PC) Seria a resistência??hehe
De fato, tudo que falei é mais aplicado aos consoles.
No meu caso, eu troquei o SF4 (que veio junto com o PS3) dias depois do Super ser anunciado. Comprei o Arcade Edition semana passada, hahahaha
Foda isso aí, desde a época do Street 2 são os reis em inventar spin-offs inúteis oO Resident foi outro desde o Director's Cut. E o pior é que dá certo, pois ela tá aí até hoje firme e forte, enquanto outras produtoras mais "honestas" faliram com o tempo.
Tática desses fdp é inventar uma franquia nova fodona e sugar ela ao máximo. Ainda bem que o pessoal tá um poko mais esperto hoje. Parabéns pelo post.
É marketing chapa. Cria-se uma demanda e explora-se ela enquanto puder, evitando-se desgastar (demais) a marca no processo. As vezes não dá muito certo, mas a Capcom já tem uma expertise no assunto.^^
Se bem que o problema não é nem os spin ofs (que particularmente odeio) e sim as versões "super ultimate" que na maioria dos casos não passam de atualizações e correções de erros. Se ela ao menos inventasse uma forma de desconto ou benefíco pra quem adquiriu as versões originais, já eliminaria muito desse mimimi dos gamers. Mas nesse ponto concordo que eles são malvados mesmo^^
Sim, me expressei mal. Spin-offs até costumam ser bons mesmo, como SF Alpha, Megaman X, etc.
Eu só fico puto quando sai um Spin-off pra outra plataforma que as vezes é inacessível pra você, ex: resident evil zero!
Ah, mas o zero não é spin off não chapa (e é jogaço!), pois que eu saiba, faz parte da cronologia oficial sendo uma prequel do 1º jogo (apesar de algumas inconsistências). Spin off mesmo é a série outbreak, dead aim/gun survivor e (ARRG!, mas comprarei assim mesmo XD) RE:
SOCOMOperation Racoon City e todos os que contem histórias "alternativas" em relação a linha do tempo/acontecimentos da série principal.Resident Evil Zero é canônico e oficialíssimo.
Só saiu para gamecube e depois wii por causa do contrato feito de exclusividade com a Nintendo, quebrado no Residente Evil 4.
Pobre Nintendo achou que poderia controlar a empresa de WESKER!!bhuhaushauahusa. RE4 realizou a saturação mundial de uma forma nunca antes pensada se espalhando por TODAS as plataformas existentes na época!!!(até o ARG! Zeebo vei???)hehe
É eu sei que é canônico cronologicamente falando (hehe) mas mesmo assim ele foi "rodar" em outra plataforma que eu não tinha hehe eu sei nada ha ver, spin=girar mas girar e rodar da tudo na mesmo..
OBS: eu sei que spin off na verdade é como se fosse um subproduto (no caso) de um jogo, mesmo assim fico puto com esse tipo de coisa!
Ótimo texto.
As empresas hoje em dia estão com essa mania de mal lançar o jogo e já ter DLC! Estou jogando Mass Effect 3 e deixaram simplesmente o "melhor personagem em" DLC, custando 10 Dólares!
Sem falar nas edições da CAPCOM que nada agregam, como a Arcade Edition, que desu 4 personagens, um novo balanceamento e só. Mas infelizmente é uma realidade dessa nossa época que a internet permite downloads grandes e facilidade em comprar as coisas via on-line!
Muito bom o post Diego, parabéns!
Com certeza pra mim o principal problema de empresas mercenárias são sim os consumidores, você não é obrigado a comprar varias versões de um mesmo jogo, mas sempre tem os que compram e colocar a culpa na produtora eu acho sacanagem porque de um jeito ou de outro todos acabam reclamando mas acabam comprando, todos lembramos do caso de Left4Dead 2, organizaram boicote e tudo mais, e todos que tinham o 1 compram o 2 e jogam até hoje bem felizes.
Lógico que eu acho sacanagem eles entregarem um jogo não finalizado totalmente visando um DLC futuro que muitas vezes já esta pronto junto ao lançamento do jogo, mas as empresas estão ai pra ganhar dinheiro e nada mais.
O boicote seria a forma ideal de provar pras empresas que somos consumidores conscientes e não apenas um bando de viciados impulsivos…mas o vício não deixa.
Foi bom lembrar do caso Left4dead 2 pq é um exemplo de empresa "legal" que teve seu momento "vamoencherosbolsos", pq cá entre nos, lançar uma sequência de um jogo multiplayer com preço full em menos de 1 ano foi uma safadeza. Dai a comunidade fez aquele mimimi todo, ameaçou o tal boicote QUE NUNCA ACONTECEU, pq todos correram pra comprar o game ainda na pre venda! XD. Fazer o que né, o jogo é bom pacas…Mas a galere não ficou com raiva da valve pq ela sabe tapear melhor seus clientes.hehe
Pode crer chapa, a CAPCOM infelizmente não sabe tapear muito bem mas a galera compra mesmo assim ai vai entender né, eu faço muito boicote a força hehe porque na verdade se eu tivesse grana comprava todos os lançamentos XD
Não me incomodaria com verções novas se as antigas n ficassem obsoletas.
Por exemplo, comprei o SF4 na época do lançamento. Mas fiquei com as piratas das verções seguintes. Porem se eu pudese atualizar meu jogo antigo, sem precisar comprar um novo, seria ótimo.
Vale muito a pena ouvir o podcast que o pessoal do PVPCast gravou sobre The Walking dead, tem muitas coisas engraçadas.
Pra quem está ansioso pela terceira temporada e pelo game não pode perder. http://www.pvpcast.com.br
Ainda ta Rolando o sorteio de um Blu-ray com todos episódios da série!!
Já passou da hora de falar das outras tambem, a Capcom como boi de piranha já deu ao extremo depois do SFxT.