Pipoca, Refrigerante e… Joystick na mão! #16 Hitman
Um dos assassinos mais conhecidos e premiados dos games deixa sua marca na coluna de cinema do SuperControle.
Hitman (2007)
Fácil, mas bom…
Filme baseado na série de jogos criada em 2000 pela IO interactive que nos põe na pele de um assassino de aluguel. Teve seu primeiro game distribuído apenas para computadores, mas logo suas sequencias viraram multi-plataformas já que o jogo foi sempre bem falado e sempre ganhou prêmios pelos anos que concorreu.
Mr. 47 (Timothy Olyphant) é um assassino de aluguel, um dos melhores, o famoso careca que tem um código de barras na cabeça. Ele recebe uma missão: Matar o presidente russo Mikhail Belicoff (Ulrich Thomsen). Ele consegue cumprir sua missão, mas logo descobre que houve uma testemunha ocular e aceita elimina-lá, mas ao vê-la percebe que é a interessantíssima Nika Boronina (Olga Kurylenko). Ele então começa a ser atacado por outros agentes e se vê em um redemoinho político e precisará resolver o mistério de estado para livrar sua pele.
Esse filme não tem claramente uma ligação narrativa com os jogos. É simplesmente o conhecido personagem colocado em uma situação diferente. Já percebemos, por esse detalhe, a liberdade que o filme tem em relação ao produto original e nesse caso, isso fez bem ao filme, já que é um título que pode ser considerado fácil de adaptar para qualquer padrão e ainda sem muitas chances de decepcionar o fã.
Os departamentos do filme cumprem sua função ao mesmo tempo em que não chamaram muita atenção.
Direção de fotografia interessante, às vezes colocando o personagem nas sombras ou em contraluz lembrando as imagens de divulgação do jogo. Sem contar uma escolha de planos interessante tentado fugir do usual.
A direção de arte trouxe para filme bem a idéia dos trajes que o 47 usa. Simples, sempre de preto e a gravata vermelha dando o toque final. Não muito difícil, vamos combinar. Mas destaco o conceito da roupa da personagem Nika, que traz algo estilizado, com personalidade, ao mesmo tempo em que nos tenta enganar com a imagem convencional da mulher de difícil aproximação que logo se revela amigável e que na verdade esconde um lado mais belo dentro dela.
Muito do personagem está na roupa, sem querer desmerecer a atuação de Olga Kurylenko que se destaca junto com a maioria dos atores. Destaque para o ator principal que a princípio eu não tinha gostado, mas ele desempenhou bem o papel. Inclusive, acredito que o personagem do jogo é muito mais introspectivo do que o personagem apresentado no filme, mas essa leve mudança era necessária a meu ver, senão provavelmente as pessoas não se identificariam facilmente. Então ele se apresenta como alguém quieto, confiante, sério, mas ainda podendo ser sarcástico.
A trilha musical do filme é bastante óbvia, mas não compromete o filme. Esta ali, no lugar dela, cumprindo sua função.
Hitman é narrativamente simples, linear. Mas ele consegue te manter atento por não cometer o erro de “Over-explicação”, inclusive, esse filme faz o certo que é o contrário, omitir detalhes até a hora certa de tal informação ser revelada. Assim, você nem pisca os olhos nos diálogos para não correr o risco de perder nenhuma palavra. Isso faz parte do filme, sendo que a gente entende o passado do personagem apenas em pequenos flashbacks imagéticos que já são suficientes, assim não é necessário o uso de diálogos didáticos.
As cenas de ação são boas, bem coreografadas, principalmente as de luta. Apenas não gostei muito do personagem matar facilmente muitos inimigos com apenas uma pistolinha, sendo que os caras estão protegidos até os dentes e carregando armas maiores que os braços deles. Erro comum em filmes de ação, esse não conseguiu fugir.
Um fator interessante dessa produção é o fato de ter sido feito com pouco dinheiro para os padrões de filmes de ação americanos e ainda por cima é um filme que se passa em vários momentos em lugares diferentes pelo mundo e mesmo assim o filme não deixa a desejar para muitos outros feitos com orçamento até cinco vezes maior.
Como já disse, Hitman pode ser um título bem fácil de adaptar, mas já vimos, nessa coluna inclusive, exemplos de jogos fáceis que acabaram virando péssimos filme. É um filme bom, de ação interessante, não caindo muito na obviedade. Narrativamente não é muito arriscado, mas não caiu no problema da “over-explicação”. Merece boas estrelas por ter conseguido se tornar independente ao produto original ao mesmo tempo em que não desmereceu e diminuiu aquilo que o fez existir.













Muito bom o texto.
infelizmente não consegui ver este filme inteiro (assisti apenas o começo) mas mesmo assim também fiquei com a mesma impressão do Alex, de o filme ser uma boa adaptação.
Nunca vi, mas muita gente disse que é uma bomba!! Da próxima vez vou dar uma segunda chance pro filme! ;D
Pessoalmente, como fã chato do Agente 47, não acho que estará perdendo naba se não der a chance chapa patrão. É uma adaptação mediana com uma atriz gacta pra chamar atenção e só. Não é totalmente horrivel, mas o velho 47 merecia coisa melhor.
Poh chapa vc quer tirar a gata e deixar só carecas??
Naoooo
Hehe. Nada contra a gacta chapa.
Boa análise. Eu gostei do filme. Nota 7. Tem boas doses de ação.
Acho que como pipocão dá pra entreter um pouco. Só não vale cobrar roteiro idêntico ao game pois é uma adaptação, no sentido mais cru da palavra. Em comparação às atrocidades cometidas em nome de grandes franquias está até….legalzinho. Acho que se não tivesse um elenco tão genérico seria muito bom. Já pensou o Bruce Willis carecão como agente 47? AÍ SIM!!!!
Acho que pecaram muito na questão que por exemplo, eu sei que o filme é uma adaptação da série dos jogos Hitman 47, joguei toda série diversas vezes, e são raríssimas as vezes em que acontece tiroteio no jogo, aliás o tiroteio é uma forma "errada" de se passar de fase, pois o jogo possui diversas artimanhas para conseguir o sucesso, como armadilhas, disfarces, mortes silenciosas, etc. Gostei do filme, só acho que pecaram na parte de ter muito tiroteio no filme, algo que há muito pouco no jogo.
Vale uma sessão da tarde, não é ruinzinho não.