Pipoca, Refrigerante e… Joystick na mão! #20 The King Of Fighters
A coluna sofredora do Super Controle que constantemente traz críticas de filmes quebradores de coração volta com mais um exemplar de adaptação que liberta os instintos mais violentos dos fãs: “The King Of Fighters” (2010)
The King Of Fighters (2010)
É um filme diferente…
Uma produção que atravessou três continentes, produzido por pequenas produtoras sem envolvimento da SNK e dirigido por Gordon Chan, diretor e roteirista chinês que tem no seu portfólio a direção sobre o Jackie Chan em um dos seus filmes, “O medalhão” (2003). Um profissional de extenso tempo de trabalho, mas vindo de um contexto chinês que ainda não prezava a qualidade do cinema ocidental.
Esse filme é um grande balaio de profissionais vindos de diferentes partes do mundo, principalmente ligando a Ásia com América do norte, tendência que vai crescer e logo se tornará uma realidade, se acostumem a ver chineses falando inglês.
É bem simples entender a ideia desse filme: Rugal (Ray Park) quer adquirir o poder Orochi e para isso precisa reunir três artefatos das principais famílias, envolvendo a família Kusanagi e Yagami, e para isso ele começa a controlar a dimensão que rege o torneio de luta onde ele pode invocar os lutadores e conseguir o que tanto deseja. Unem-se para enfrentá-lo: Mai (Maggie Q), Iori (Will Yun Lee) e Kyo (Sean Faris) e ainda o agente da CIA (isso mesmo) Terry Bogard (David Leitch).
Kyo que sempre teve uma grande importância na maioria dos jogos, nesse filme ficou apenas como coadjuvante de luxo, todas as vezes que parecia que ia tomar iniciativa ficava dependendo de algum outro personagem, a importância dele é apenas narrativa, enquanto personagem, a presença dele é quase nula.
É impressionante como esse filme é mal dirigido. Em muitos momentos os atores ficam mal enquadrados e até mesmo fora de quadro, com “cabeças-cortadas”, incomodando constantemente a percepção sobre as atuações no filme. Se não bastasse isso tem muitos cortes equivocados que constantemente nos confundem sobre a posição que os personagens estão no cenário, logo a montagem começa a chamar mais atenção do que a cena, algo que não pode acontecer. E se não bastasse tudo isso, muitas vezes a montagem tem cortes insistentes de plano contra plano que fica cortando de um personagem para o outro várias vezes, lembrando a montagem dramática das novelas mexicanas. Para completar, ainda por cima em vários momentos a música ressalta a dramaticidade da cena com trilhas ilustrativas que realçam o tom melodramático que esse filme tem.
Quanto ao departamento de arte, como de costume, falhou enormemente em tudo. Tentou em muitos momentos trazer uma caracterização que lembra a dos games, mas não conseguiu. O que mais ficou perto foi Bogard no final do filme, que bateu em um ladrão apenas para pegar um boné semelhante do game.
Esse filme tem atuações boas e algumas bem ruins. Destaque para Maggie Q e para Will Yun Lee que desempenham bem os papéis apesar de não serem nada parecidos com os personagens do jogo, erro que vem do roteiro. E destaque negativo para Ray Park e Sean Faris que são atores frágeis que cobriram a minha expectativa.
O que se espera ver em um filme baseado em um game de luta?
Lutas. E isso você verá, mas muito pouco e todas muito mal coreografadas, pouco verossímeis e algumas apostam apenas em efeitos especiais que nem chamam tanta atenção já que os golpes nem lembram os da série da SNK.
É um filme diferente. Todo errado, mas com erros diferentes dos já conhecidos. Os filmes que são concebidos restritamente no contexto americano tem erros recorrentes de atuação, montagem, arte, etc. Esse filme vem dividido em uma produção concebida em diferentes contextos ao mesmo tempo, trazendo assim, erros que uma produção americana não traria, como problemas de dramaticidade e filmagem, já que os padrões americanos são muitos naturais e conhecidos desde o primeiro filme que se assiste. Mais um filme ruimna lista de adaptações, não faz jus ao jogo adaptado e o fã tem todos os motivos para se irritar, não esperem nada de diferente e positivo ao mesmo tempo. Pela primeira vez pensei em não dar nenhuma estrela, mas me contive.












Meu Deus este filme foi a coisa mais assombrosa e babaca que eu já vi em toda minha vida depois do street fighter the movie , Raul Julia se virou no tumulo com este filme dizendo : eu fiz "melhor " ein. personagens totalmente nada a ver com nada para não dizer que não são parecidos somente o terry lembrava um pouco porque o resto nem me lembre, achei que nunca mais iria ver ou ler ou ouvir falar dessa "pérola" cinematografica mas enfim todos concordamos que foi uma bela merda no final das contas né.
ps: a vice e a mature são uma belezinha vai até que passa também.
Massa o filme dos Cavaleiros do Zodiaco que apareceu nos "vídeos relacionados" da janelinha do youtube.
hum interessante ma o poster não parece um poster sobre o jogo.
não consegui reconhecer nenhum personagem do jogo olhando nesse poster.
Esse filme é um aborto deformado híbrido de ET
Caraca, o Alex esculhambou o filme lol. Bela análise.
Nunca quis ver esse filme por causa dos feedbacks negativos, mas ainda assistirei essa pérola. Outra coisa bizarra é que o Kyo ñ tem aparência oriental, mas o Iori tem. Uma pena, KOF merecia um filme decente.
e cade a mai nesse filme. procurei no elenco ela e não achei.
Cara, ela é a Maggie Q. hehe
Trivia: o ator que faz o Rugal é o mesmo cara que fez o Darth Maul. E acho que a japa é a mesma do Duro de Matar 4.0. Tinham coisa melhor pra fazer. Fora isso, nada de mais a acrescentar a essa pérola do cinema.
Excelente lembrança Netus. O Rugal é o Dath Maul. E o mais engraçado é que ele só é o Darth Maul, porque quem dubla a voz é outro ator hahahaha. Quer dizer, só lutar, falar não.
Sim, a Maggie Q está no Duro de Matar 4 e também no Missão Impossível 3. Quer dizer, a mulher atua ao lado do Bruce Willis e do Tom Cruise e vai fazer esse filme depois. Devem ser tempos difíceis…
Verdade, boas lembranças. A Maggie Q é famosa também por ser a Nikita, série que nunca tive coragem de assistir.
"DIRECTED BY GORDON CHAN"
O cara tem coragem de destacar o nome dele no cartaz ainda. Mesmo tendo dirigido Jackie Chan, é muita coragem da parte dele.
Engraçado terem usado o nome dos personagens sem supervisão da SNK. ELES DEIXARAM?
Cara, a SNK não participou da produção, mas as pequenas produtoras devem ter adquirido os direitos do game, nem tanto pelo título do filme ou pelos personagens e nomes, mas por ter divulgado o filme como uma adaptação, (Based on the best selling game) para fazer isso tem que ter autorização.
Parabéns para o Gordon Chan por ter feito o PIOR filme do Jackie Chan e também por fazer KOF com plot de Mortal Kombat